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1. Começando pelo básico: Como o vinho é produzido?

Começando pelo básico: como o vinho é produzido

Que o vinho é a bebida do momento, nós já sabemos. Cada vez mais vemos novos consumidores “convertidos” para as maravilhas do mundo do vinho. Mas, assim como encanta, a jornada do enófilo também pode ser confusa, com tantos termos técnicos e variações no processo de produção do vinho.

Por isso, trouxemos esta série de conteúdos voltados para desmistificar e tirar as principais dúvidas apresentadas por quem começa a se interessar mais pelo assunto.

Vamos começar pelo básico: como o vinho é produzido?

Resumidamente, os vinhos e os espumantes são o resultado da fermentação alcoólica do mosto (o “suco” das uvas). São as leveduras que realizam esse trabalho fundamental, transformando os açúcares naturais das uvas em álcool e gás carbônico.

Algumas etapas do processo são diferentes quando comparamos espumantes, vinhos brancos, rosés e tintos.

Vamos conhecê-las?

Existem espumantes brancos, rosés e tintos, com diversas classificações de acordo com o nível de açúcar residual, podendo ser produzidos por diferentes métodos: Tradicional, Charmat, Asti ou Ancestral.

Vinhos brancos: como são elaborados

Já os vinhos brancos, em sua grande maioria, são prensados antes do início da fermentação. Ou seja, somente o mosto (sem as cascas) será transformado em vinho.

Após a fermentação, os vinhos brancos normalmente passam por processos de filtragem, clarificação e estabilização, sendo então engarrafados.
Os vinhos podem ou não ter guarda em barricas antes de serem disponibilizados ao mercado.

Existem casos em que uvas brancas são fermentadas com suas próprias cascas e o resultado são os brancos de maceração, mais conhecidos como vinhos laranjas.

Vinhos tintos: estrutura e estilo

Os vinhos tintos têm produção parecida à dos vinhos laranjas. As uvas são fermentadas com as cascas, responsáveis por conferir cor e estrutura ao vinho.

Alguns tintos são engarrafados jovens, enquanto outros passam por estágio em barricas, processo que agrega características muito valorizadas pelos consumidores.

Vinhos rosés: cor e delicadeza

Os vinhos rosés, por sua vez, são feitos com uvas tintas, mas não chegam a ganhar a mesma intensidade de cor devido ao curto tempo de contato do mosto com as cascas das uvas.

Vinhos doces e de sobremesa

Muitos adoram os vinhos mais doces, como os famosos vinhos de sobremesa ou colheita tardia. São vinhos que possuem alto grau de açúcar residual, bastante licorosos em boca e muito aromáticos.

Vinhos fortificados

Existem também os vinhos fortificados, que possuem maior grau de açúcar e grau alcoólico, resultado da adição de aguardente vínica.

Estilos de vinificação

É preciso ressaltar, ainda, que existem dois estilos de vinificação: a convencional e a natural.

Vinificação convencional

Na vinificação convencional, alguns produtos enológicos são permitidos, como adição de leveduras selecionadas, enzimas, sulfitos, bem como processos de clarificação (vinhos brancos e rosés), filtragem, entre outros.

Vinhos naturais

Já os vinhos naturais, como o próprio nome diz, são feitos da forma mais artesanal, sem nenhuma (ou muito pouca) adição de insumos enológicos e processos modernos.

Diferentes caminhos para a produção de um bom vinho

Como vimos, há diversas maneiras de se produzir um bom vinho. Essas variáveis passam, ainda, pela criatividade do enólogo e seu perfil — seja ele mais moderno ou voltado ao resgate de técnicas ancestrais. Ou, também, pelas possibilidades que a terra e o clima da região proporcionam.

Cada escolha ao longo do processo de vinificação influencia diretamente o estilo, a identidade e a expressão final do vinho, reforçando a diversidade e a riqueza desse universo.

Próximo capítulo do Guia Prático de Vinhos

Agora que você já sabe como um vinho é elaborado, aproveite para aprender um pouco mais sobre as principais uvas cultivadas no Brasil, no próximo capítulo do Guia Prático de vinhos.

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